DEPOIMENTOS

Depoimentos

Acreditamos que o conhecimento colabora para uma sociedade mais evoluída. Conheça alguns de nossos bolsistas e como o conhecimento transformou as suas vidas.

Depois de me formar na USP, trabalhei na área de “middle-office” do Banco Schahin por quase 5 anos até sair do Brasil. Meu sonho era trabalhar na área comercial ou mesa de operações de um banco de investimento, mas depois de várias tentativas frustradas no Brasil, decidi investir na minha educação para poder atingir este objetivo. Em 1997, fui estudar em Berkeley, na Califórnia, e em 1998 fui cursar o MBA na Universidade de Chicago, como bolsista do Instituto Ling, onde me graduei em 2000.

Posso dizer categoricamente que o MBA mudou a minha vida, tanto no aspecto profissional quanto no pessoal. Adquiri um conhecimento “universal”, aplicável as mais diversas empresas e situações, fiz grandes amizades, além de um “network” valioso. Fui trabalhar depois de formado da mesa de derivativos da Merrill Lynch em Londres, e trabalhei 5 anos entre Londres e Madrid. Depois disso me transferi para o HSBC, onde também trabalhei em Londres e Madrid, chegando a ser “Managing Director” e Tesoureiro do banco para Espanha e Portugal. Em 2009, fui convidado para voltar ao Brasil e desenvolver a área de Derivativos de Equity Estratégico para América Latina na Goldman Sachs.

Em 2011, comecei a trabalhar paralelamente no Primeira Chance, um projeto social voltado para educação. Focamos em crianças muito humildes no Ceará e que demonstraram uma capacidade intelectual e desejo incomum de crescer. Estamos atualmente exportando o trabalho desenvolvido lá para os demais estados brasileiros.

Cassius Caesar Romeiro Leal.

À época da bolsa eu trabalhava como relationship manager de instituições financeiras no Citibank, tinha 3 anos de formada em economia na Unicamp. Eu tinha tentado uma transferência para o Citi em Nova York, buscando ter uma experiência internacional. Recebi a seguinte resposta: "Claro que sim – em alguns anos". Foi então que a ideia do MBA surgiu: meu momento de vida era aquele, não queria esperar. E, à medida que me informava sobre os programas, percebia quão úteis poderiam ser para a minha carreira futura. Minha escolha foi Harvard, e foi uma escolha perfeita pra mim: gosto de falar em aula, participar – e o modelo de 'case study' é perfeito para isso. Acredito que escolher a escola certa para cada um é fundamental – alguém que não goste desse modelo provavelmente não terá uma boa experiência em Harvard. Eu adorei: o ambiente de excelência vai desde o campus, até os professores e alunos. Poucas vezes estive em um 'catalizador' de ideias tão grande.

Foi uma experiência incrível, a exposição das pessoas de vários países e que fizeram de tudo, abriram as portas para que eu explorasse diversas opções profissionais. Ao me formar, fui trabalhar em private equity, em Boston, e depois em Londres. Depois de quase 7 anos em private equity, mudei de carreira - voltei–me para o terceiro setor e hoje presido a Impetus Trust (www.impetus.org.uk), que é como uma 'private equity' para o terceiro setor (mas com retorno social, em vez de financeiro). O "alumni network" de Harvard foi de grande ajuda nessa mudança de carreira, e também alguns professores de Harvard, com quem mantenho contato.Hoje, além de ser CEO da Impetus, também estou no Board de uma empresa de capital aberto, Halma Plc, e de uma iniciativa do governo britânico, que nós, da Impetus, administramos; o Education Endowment Foundation. Adoro ter um pé em cada setor da economia! Sem dúvida o MBA foi fundamental: desde a confiança de construir uma carreira no exterior, até os contatos e conhecimentos que me possibilitaram concretizá-la.

Daniela Barone Soares.

Quando eu fui contemplado com a bolsa do Instituto Ling, eu fazia pós-doutorado em mapeamento cerebral em Harvard. Após vários anos na academia, percebi que estava na hora de desenvolver novas habilidades e resolvi fazer um MBA. A bolsa do Instituto Ling me permitiu cursar o MBA em Wharton. O MBA foi uma experiência maravilhosa, que me equipou para enfrentar desafios muito maiores e interessantes. Eu continuo atuando no setor de saúde, mas não mais como médico ou pesquisador. Agora, eu contribuo com o setor de saúde através do desenvolvimento de empresas e negócios, seja como consultor ou como empreendedor. Atualmente, desenvolvo meu trabalho através da DMBranco Healhtcare Investments & Advisory, uma consultoria de business development em saúde, e do Medicinia, uma plataforma online para conectar médicos e pacientes.

Daniel de Moraes Branco

Ao contrário do que acontecia em outros países como Alemanha e Estados Unidos, no Brasil o papel desempenhado pelo profissional com formação avançada em ciências e engenharia ainda era muito limitado. O Brasil precisava de gente capacitada, com boa formação, para criar novas instituições e novos modelos de negócio que transferissem o conhecimento de dentro da universidade para a sociedade, criando valor através do mecanismo de mercado.

Eu percebi que para participar deste processo, eu precisaria adquirir novas competências e precisaria expandir minha rede de relacionamentos. Decidi então fazer um mestrado em administração, em Harvard. A experiência de viver em um ambiente universitário altamente empreendedor, como é o de Boston, foi fascinante e me permitiu vislumbrar as oportunidades que teremos no Brasil a partir da construção de uma experiência similar.

Hoje trabalho na criação de uma nova faculdade de engenharia, voltada para a formação de engenheiros empreendedores. Nosso objetivo é formar o engenheiro que transformará o conhecimento em inovação, que desenvolverá o empreendedorismo de base tecnológica de que tanto necessitamos no Brasil.

Vinícius Licks.

Trabalhava em um escritório de advocacia, com direito da concorrência, quando recebi a feliz notícia que havia sido aceita no Mestrado em Direito em Harvard. Na época, cursava o Mestrado na USP e tive que concluir todos os créditos em um semestre para poder ir aos Estados Unidos. Entendia ser fundamental ter experiência no exterior para melhor entender outros sistemas jurídicos e adquirir conhecimento para construir políticas públicas de impacto.

Ingressei na Ordem dos Advogados de Nova Iorque e em seguida fui trabalhar em Bruxelas, no que é considerado o melhor escritório de direito da concorrência do mundo. Quando estava lá, fui surpreendida com um convite do Governo Federal para chefiar o departamento de concorrência da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. A experiência no Governo de 2007 a 2010 foi marcante e permitiu-me aplicar conhecimentos adquiridos no Mestrado em Harvard.

Hoje sou sócia de Levy & Salomão Advogados, em São Paulo, e assessoro clientes em conexão com complexos assuntos de direito concorrencial, entre os quais fusões e aquisições e investigações por abuso de poder de mercado. Além disso, assessoro o Banco Mundial, a UNCTAD e o Governo da Colômbia na construção de políticas públicas de impacto na área de concorrência. Estou também no Conselho Consultivo do David Rockefeller Center for Latin American Studies da Universidade de Harvard, que tem como um dos objetivos aproximar a universidade do Brasil.

Em todo esse percurso, foi fundamental o apoio do Instituto Ling: além do auxílio financeiro, ser bolsista significou passar a integrar uma família, que permite o desenvolvimento dos potenciais de cada um. Espero poder retribuir a generosidade com que sempre fui tratada e ajudar outros bolsistas a se desenvolverem.

Ana Paula Martinez.

No início, é difícil entender o que encontraria em um programa dedicado ao tema de liderança na América Latina, pois é um tema aberto que pode seguir em várias direções. Agora, passada toda a experiência do curso, consigo perceber como minhas ideias e concepções sobre a América Latina se expandiram, muitos preconceitos foram derrubados e uma ótima rede de contatos foi formada. Agora, tenho mais claro como é possível influenciar pessoas e transformar ideias em realidade e também a sociedade em que vivemos.

A vivência em Washington é o outro ponto alto do programa, pois permite uma compreensão mais efetiva das importantes decisões em nível mundial que são tomadas lá, bem como entender como funciona o verdadeiro networking e o universo de possibilidades para organizações como o IFL/SP. Morar na capital dos EUA também é uma ótima oportunidade para desmistificar grandes instituições e think tanks que pareciam inacessíveis do Brasil, mas que, na verdade, são fontes valiosas de apoio para as causas da liberdade e da democracia que defendemos.

Michelle Sopper.

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