Exposições

  1. Pintura e Desenho

    Pintura e Desenho

    De 25 de fevereiro a 07 de junho, o Instituto Ling apresenta a exposição Pintura e Desenho, de Karin Lambrecht, uma das mais representativas artistas do Rio Grande do Sul. A mostra traz três grandes obras – duas pinturas e uma instalação, composta por desenhos e materiais variados.
    Trabalhando no campo expandido da pintura e da escultura, Karin Lambrecht usa sucatas e objetos variados, além de pigmentos de cores vibrantes produzidos pela própria artista e materiais orgânicos, como sangue animal, carvão, água da chuva e terra. Elementos recorrentes em sua obra como as cruzes, o corpo humano e palavras enigmáticas escritas à mão ou carimbadas, emergem das camadas de tinta e sugerem temas como doença, morte e cura.
    A instalação “Eu sou tu” – uma tenda de voal na qual é possível deitar-se – é inspirada no capítulo Neve, do romance A Montanha Mágica, de Thomas Mann, e representa um lugar de cura.
    Já as pinturas Encontro e Schattenwelt (mundo das sombras), em acrílico sobre tela, apresentam grandes campos de cor e trazem a cruz como elemento principal, tratando de seu anseio por retomar a dignidade espiritual e simbólica da arte, o retorno ao mundo natural, à religiosidade e à transcendência.
    Nos desenhos apresentados, como os da série Perdão, Karin incorpora pedaços de tijolos de barro tradicionais, feitos de argila. Elemento comum em sua pintura, a artista emprega este material pela primeira vez em seus desenhos.
    Com texto de Glória Ferreira e museografia de Ceres Storchi, a exposição tem patrocínio da Fitesa e financiamento do Governo RS / Sistema Pró-Cultura / Lei de Incentivo à Cultura.

    AÇÃO EDUCATIVA - Para agendar oficinas e/ou visitas guiadas: educativo@institutoling.org.br ou 35335700  Legenda - Encontro, 2013/14/ Pigmentos em meio acrílico sobre lona/ 180 x 350 cm/ Foto: Fábio Del Re

    Data: 25/02 a 07/06/2015

    Local: Galeria do Instituto Ling

    Horário: Segunda a Sexta das 10h30 às 22h; Sábado 10h30 às 21h e Domingo (e feriados) 10h30 às 20h

  2. CANTO???V

    CANTO???V

    Considerado um dos mais importantes artistas brasileiros da atualidade, Nelson Felix tem uma obra de caráter fortemente conceitual e formal.  A exposição CANTO???V – que estará em cartaz no Instituto Ling de 19 de novembro a dia 25 de janeiro de 2015 – é um diálogo entre um projeto do artista realizado anteriormente em dois lugares distintos – 4 Cantos (Portugal, 2008) e Verso (São Paulo, 2013) – e que se complementam. O trabalho aborda, primeiramente, um pensamento poético sobre o espaço, na sua estrutura mais simples – os cantos, o centro e o verso – e o que seriam estes locais, hoje, na percepção multifacetada do espaço. Depois, na relação ambígua que existe na língua portuguesa nas palavras canto e verso, ora com sentido espacial, ora com sentido poético.

    A mostra – produzida especialmente para ser apresentada no Instituto Ling – marca a abertura da galeria de artes do novo Centro Cultural da capital gaúcha e tem a curadoria de Gabriela Motta.

    Pensando nas características do espaço em que a exposição é montada, os elementos que compõem CANTO???V são imagens do artista realizando Verso, mapas em ouro dos territórios atravessados por Felix neste projeto, duas flautas em mármore vazadas pelas palavras canto e verso e ponteiras de bronze. Essas ponteiras atravessam a arquitetura do espaço da galeria e sustentam três anéis de mármore.

    A exposição tem patrocínio da Fitesa e financiamento do Governo RS / Sistema Pró-Cultura / Lei de Incentivo à Cultura.

    Data: 19/11/2014 a 25/01/2015

    Local: Galeria Instituto Ling

    Horário: Terça a sexta, 11h às 22h; Sábados, 11h às 22h; Domingos, 11h às 20h;

  3. Carlos Vergara – Sudários

    Carlos Vergara – Sudários

    Prorrogada até 27 de setembro.  Com curadoria de Luisa Duarte, a exposição Carlos Vergara – Sudários traz obras representativas do percurso de experimentação do artista que, desde os anos 80, investiga o campo expandido da pintura, utilizando novas técnicas, materiais e pensamentos que resultam em obras caracterizadas pela inovação.

    A exposição é composta de quatro telas – monotipias sobre lonas, realizadas pelo artista entre 1999 e 2005 –, em que Vergara emprega pigmentos naturais e minérios para transferir texturas para a tela, explorando, assim, o contato direto com o meio natural.

    Uma grande instalação inédita, intitulada Sudários, apresenta 250 monotipias realizadas em lenços de bolso, resultados de viagens do artista para diversas regiões do mundo, como São Miguel das Missões, Capadócia, Pompeia e Cazaquistão. Completam a exposição dezenas de fotografias em pequeno formato com os registros das ações que originam os Sudários, sublinhando assim a importância do processo para a obra como um todo.

    Carlos Vergara possui uma obra extensa e consistente, que vem produzindo desde os anos sessenta e que lhe conferiu posição de destaque na arte contemporânea brasileira. Nascido na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 1941, Vergara iniciou sua trajetória nos anos 60, quando a resistência à ditadura militar foi incorporada ao trabalho de jovens artistas. Em 1965, participou da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, um marco na história da arte brasileira, ao evidenciar essa postura crítica dos novos artistas diante da realidade social e política da época. A partir dessa exposição formou-se a Nova Figuração Brasileira, movimento que Vergara integrou junto com outros artistas, como Antônio Dias, Rubens Gerchmann e Roberto Magalhães, que produziram obras de forte conteúdo político.

    Nos anos 70, seu trabalho passou por grandes transformações e começou a conquistar espaço próprio na história da arte brasileira, principalmente com fotografias e instalações. Desde os anos 80, pinturas e monotipias tem sido o cerne de um percurso de experimentação. Novas técnicas, materiais e pensamentos resultam em obras contemporâneas, caracterizadas pela inovação, mas sem perder a identidade e a certeza de que o campo da pintura pode ser expandido.

    Em sua trajetória, Vergara realizou mais de 200 exposições individuais e coletivas de seu trabalho, dentre elas a Bienal de Medelin 1970, Bienal de Veneza de 1980, Bienal de São Paulo edições de 1963, 1967, 1985, 1989 e 2010, Bienal do Mercosul edições 1997 e 2011. Sua última exposição individual em Porto Alegre aconteceu na Bolsa de Arte, em 2011.

    A exposição tem patrocínio da Fitesa e financiamento do Governo RS / Sistema Pró-Cultura / Lei de Incentivo à Cultura.

    AÇÃO EDUCATIVA - Para agendar oficinas e/ou visitas guiadas: educativo@institutoling.org.br ou 35335700 DATA: 01/07 a 23/08

    Legenda: Sem titulo, 2005

    Série Incêndio –

    Monotipia sobre lona crua

    190 x 215 cm

    Coleção do Artista – RJ

    Data: 01 de julho a 07 de setembro

    Local: Galeria Instituto Ling

    Horário: Segunda a sexta – 10h30 às 22h / Sábados – 10h30 às 21h / Domingos e Feriados – 10h30 às 20h

  4. Espelho no espelho

    Espelho no espelho

    Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer apresenta:

    A exposição Espelho no Espelho, realizada no Instituto Ling, apresenta uma série de obras inéditas do artista Carlos Fajardo, trazendo a curadoria de Henrique Xavier. As obras expostas trabalham eminentemente com um tipo de superfície muito especial: as reflexivas.

    São obras marcadas pelo constante uso estético de vidros, espelhos e superfícies semirreflexivas, transparentes e coloridas, as quais são combinadas não apenas entre si, mas também associadas a fotografias de grandes dimensões, a delicados tecidos, a caixas e estruturas tridimensionais. Através deste conjunto de materiais e por meio de um jogo entre reflexões e transparências são produzidas experiências estéticas capazes de brincar, duplicar e fundir espaço, cor, arquitetura e a imagem dos próprios espectadores presentes na exposição.

    Duplicar-se nos reflexos das obras de Fajardo é, também, abrir-se para uma introspecção subjetiva a partir de uma experiência estética onde a imagem mais superficial refletida produz a reflexão mais profunda do pensamento. A reflexão, na exposição, assume um duplo sentido: tanto o da reflexão ótica de uma imagem em uma superfície espelhada, como o da reflexão do questionamento subjetivo de si mesmo. A experiência do deslocamento produzida pela multiplicação de imagens no peculiar jogo de vidros reflexivos que envolvem nossos corpos, simultaneamente, exige que nos debrucemos criticamente sobre nós, pois, em tais obras, não apenas a nossa imagem foi deslocada, mas, principalmente, algo em nós mesmos. Além disto, as obras, alternando planos de vidro, espelhos e planos vazios produzem labirintos estéticos para a percepção do espectador, duplicando não apenas a sua imagem, mas o próprio campo visual como um todo, esteticamente dobrando e manipulando a arquitetura que nos rodeia.

    As novas obras foram criadas especialmente para o Instituto Ling, procurando interagir entre si e com o espaço, operando como uma única grande instalação. O espectador se depara não apenas com uma série de obras autônomas, uma ao lado da outra, mas com um conjunto coeso que reflete a si mesmo em um diálogo com o seu ambiente apropriando-se, esteticamente, do espaço da galeria. Por fim, há na exposição um delicado erotismo presente nos fragmentos de corpos das imagens fotográficas. Um sutil erotismo que, também, expande-se no jogo com as tê-nues imagens presentes nas superfícies semitransparentes e semirreflexivas empregadas pelo artista.

    ENTRADA FRANCA!

     

    Realização: Instituto Ling

    Patrocínio: Fitesa

    Financiamento: Pró-cultura RS LIC - Lei de Incentivo à Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul


    AÇÕES EDUCATIVAS: Escolas, universidades e grupos de visitantes podem agendar oficinas e visitas guiadas à exposição. Para informações e agendamentos, entre em contato conosco através do e-mail educativo@institutoling.org.br ou pelo telefone (51) 3533-5700.

    Data: De 10 de maio a 05 de agosto de 2017

    Local: Galeria do Instituto Ling

    Horário: De segunda a sexta das 10h30 às 22h; Sábados das 10h30 às 20h

  5. Explosão Fixa

    Explosão Fixa

    De 22 de agosto a 18 de novembro, o Instituto Ling apresenta a exposição Explosão Fixa, que traz dezenove obras que perpassam os 40 anos de carreira artística do pernambucano José Patrício.

    Com a curadoria de Eder Chiodetto, na mostra estão telas e instalações representativas do universo criativo de Patricio: empregando materiais diversos e banais – como tachas, botões, fios elétricos, dados e quebra-cabeças de plástico –, o artista remove o uso tradicional desses materiais e os reorganiza para criar intrincados mosaicos que exploram a dimensão lúdica do cotidiano. A exposição apresenta também um conjunto de fotografias inéditas.

    Conhecido principalmente por suas instalações de chão da série Ars combinatoria (1999) – composta por milhares de peças de jogo de dominó –, José Patrício é influenciado pelos movimentos artísticos geométrico e concreto brasileiros. O artista fundamenta seus trabalhos em combinações numéricas lógicas, sugerindo que mesmo a mais rígida das fórmulas matemáticas tem o potencial de conter sua própria expressividade. Dessa forma, sua obra enfatiza a relação frágil entre ordem e sua possível dissolução. Para Chiodetto, Patrício “cria um lugar original no campo da arte, na fronteira entre a pintura, o desenho e a assemblage” e realiza “um exercício libertário, uma nova e inspiradora forma de ser e estar no mundo”.

    Quanto ao conjunto de fotografias inéditas, o curador sinaliza uma nova postura do artista: “Ao sair do ateliê, onde trabalha incessantemente na construção de suas obras, para percorrer o mundo como um andarilho errante que porta uma máquina fotográfica, seu olhar se volta para a cultura popular, as vitrines e momentos de tensão entre forma, luz e arroubos cromáticos”.

    ENTRADA FRANCA!

     

    Organização: Instituto Ling

    Patrocínio: Crown

    Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal

     

    AÇÕES EDUCATIVAS: Escolas, universidades e grupos de visitantes podem agendar oficinas e visitas guiadas à exposição. Para informações e agendamentos, entre em contato conosco através do e-mail educativo@institutoling.org.br ou pelo telefone (51) 3533-5700.

    Data: de 22 de agosto a 18 de novembro de 2017

    Local: Galeria do Instituto Ling

    Horário: De segunda a sexta das 10h30 às 22h; Sábados das 10h30 às 20h

  6. PulsationsPulsações: do arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo

    PulsationsPulsações: do arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo

    De 28 de novembro a 31 de março de 2018, o Instituto Ling apresenta a exposição PulsationsPulsações – Do arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo, do artista cearense falecido em fevereiro deste ano, pouco antes de completar 88 anos. A exposição mostra uma das trajetórias mais originais da arte brasileira: conhecido por seu rigor geométrico-construtivo, Esmeraldo incursionou pela escultura, a gravura, a ilustração e a pintura, tendo sido um dos pioneiros da arte cinética e autor de obras de geometria e luminosidade singulares.

    A mostra, com curadoria de Ricardo Resende, traz 84 peças – entre gravuras, matrizes, desenhos, estudos, relevos, maquetes, instalações, documentos e fotografias – que fazem parte do arquivo do IAC – Instituto de Arte Contemporânea (São Paulo/SP).

    Organizada a partir do arquivo de Sérvulo Esmeraldo – atualmente sob a guarda do IAC –, a exposição compreende a fase em que o artista viveu na França (1957-1980).

    PulsationsPulsações joga luz sobre o rico processo criativo do artista em seus primeiros anos na França, uma fase de aprendizado, de iniciação nas técnicas da gravura em metal e litografia. Contempla os desenhos e as gravuras em metal que compõem esse período europeu, sob a influência do abstracionismo lírico que vigorava na capital francesa naquele momento, que seria uma resposta à Action Painting nova-iorquina. É acompanhada, ainda, de uma seleção de esculturas e de duas pinturas posteriores a essa fase, quando explorou a topologia das coisas e formas.

    “São trabalhos definitivos para a compreensão da importância de sua contribuição para a arte brasileira. O que se vê no arquivo agora exposto é esse mesmo olhar e os mesmos gestos divagantes, que passam por todas as formas de representação artística, principalmente daquelas que não conhecemos. Manchas, ranhuras, rabiscos e linhas, pulsações das quais saem novas formas sobre o papel e sobre o espaço”, afirma o curador Ricardo Resende em seu texto curatorial. 

    Organização: Instituto Ling e Instituto de Arte Contemporânea de São Paulo

    Realização: Ministério da Cultura / Governo Federal

    Patrocínio: Crown Embalagens

    Data: de 28 de novembro de 2017 a 31 de março de 2018

    Local: Galeria do Instituto Ling

    Horário: De segunda a sexta das 10h30 às 22h; Sábados das 10h30 às 20h

  7. Todas as graças

    Todas as graças

    De 17 de abril a 21 de julho de 2018, Instituto Ling apresenta a exposição Todas as Graças, da artista paulista Laura Vinci. Com curadoria de Virginia AitaTodas as Graças é uma instalação concebida especialmente para a galeria do Instituto Ling, com peças das séries GraçasPins e Mundos, produzidas entre 2015 e 2018, em que a artista trabalha com materiais como latão (banhado a ouro e prata) e vidro borosilicato. São 21 peças da série Graças, quatro peças da série Mundos e 180 Pins, dispostas no solo e paredes, em conjuntos que se relacionam entre si e preenchem de forma harmônica o espaço da galeria.

    Conhecida do público portoalegrense por suas participações na Bienal do Mercosul (1999, 2005, 2009 e 2015), Laura Vinci é escultoraartista intermídia, com atuação em cenografia teatral. A artista se interessa, principalmente, pelo espaço e suas possíveis configurações. Com sua narrativa particular, poética e política em torno do corpo, do espaço e do efêmero, seus trabalhos são intervenções que provocam mudanças no ambiente, muitas vezes diante dos olhos do espectador. Laura VInci investiga diferentes materiais, explorando suas diversas propriedades e seus potenciais de transformação visível, como nas passagens de estado (como mármore, pó e vidro, ou água, gelo e vapor) ou nas metamorfoses desses materiais.

    Desde o final dos anos noventa, Laura também se dedica ao teatro, fazendo cenografia e direção de arte. Em 1998 fez Cacilda!, com o diretor José Celso Martinez Correa; em 2010 trabalhou na adaptação da novela de Dostoievski, O Idiota, com a Mundana Companhia. E, em 2013, também com a Mundana Companhia, fez O Duelo - uma adaptação teatral da novela de Anton Tchekhov.

    Suas obras fazem parte dos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Inhotim (MG), do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

    Segundo a curadora Virginia Aita, “a instalação Todas as Graças é um recorte peculiar na sua produção: mais intimista, solicita uma ‘escuta’ sutil das formas, que se coagulam num desenho despojado, pontuando elegantemente um silêncio aparente. Condensações de espaço e tempo, essas esculturas funcionam num conjunto dinâmico”, diz em seu texto curatorial.

    AÇÕES EDUCATIVAS: Escolas, universidades e grupos de visitantes podem agendar oficinas e visitas guiadas à exposição. Para informações e agendamentos, entre em contato conosco através do e-mail educativo@institutoling.org.br ou pelo telefone (51) 3533-5700.

    A exposição é organizada pelo Instituto Ling com patrocínio da Crown Embalagens e realização do Ministério da Cultura / Governo Federal.

    Data: de 17 de abril a 21 de julho de 2018

    Local: Galeria do Instituto Ling

    Horário: De segunda a sexta das 10h30 às 22h; Sábados das 10h30 às 20h

  8. WALMOR CORREA E SPOROPHILA BELTONI

    WALMOR CORREA E SPOROPHILA BELTONI

    De 7 de agosto a 1º de novembro de 2018, Instituto Ling apresenta a exposição Walmor Corrêa e Sporophila Beltoni, do artista catarinense radicado em São Paulo, Walmor Corrêa. Com curadoria de Paulo Myada, a exposição traz 17 obras - entre pinturas, desenhos, fotografias, mapas, vídeo e outros objetos - que tratam de explorar artisticamente o reconhecimento e a identidade de uma espécie de pássaro brasileiro que só recentemente foi catalogada: a Sporophila beltoni, conhecida popularmente como patativa-tropeira.

    Duas obras que estarão na exposição são inéditas: um vídeo - em que o artista explica o projeto e uma pintura, intitulada Paisagem Distorcida - em que o artista retrata uma paisagem sob o ponto de vista da própria patativa-tropeira.

    Fascinado por ornitologia - o estudo das aves, em 2014 Walmor foi convidado a apresentar um projeto de pesquisa para uma residência financiada pelo Instituto Smithsonian, nos EUA. A residência possibilitou que o artista investigasse os arquivos do Museu de História Natural de Washington. A intenção era realizar um projeto que percorresse o caminho inverso da vida de uma das principais referências no estudo ornitológico brasileiro, William Belton (1914-2009), responsável por registrar milhares de pássaros brasileiros que, até então, eram desconhecidos. Na insistência de abrir arquivos, Walmor encontrou uma ave empalhada em 1820, uma Sporophila brasileira, perdida no fundo de uma gaveta, junto a outros espécimes latino-americanos. Era uma Sporophila beltoni, assim batizada em homenagem ao ornitólogo que Walmor tanto admira.

    "Daí em diante, o trabalho de Walmor Corrêa concentrou-se em buscar maneiras de forjar reconhecimento e identidade para esse ser que vivia anônimo e foi morto para fazer parte do saber científico, que, então, o abandonou indigente e sozinho", afirma Paulo Myada em seu texto curatorial. "Certidão de nascimento, carteira de identidade e passaporte são alguns dos papéis que o artista aprendeu a solicitar e produzir a fim de dar fé da existência do pássaro. Como um conjunto, a exposição atesta a empatia possível do artista com o pássaro e deles conosco, que descobrimos, de um só fôlego, ter sido encontrado algo que não sabíamos estar perdido", completa o curador.

    Um dos artistas contemporâneos mais reconhecidos no Brasil e no exterior, Walmor Corrêa (1962) tem grande interesse por anatomia e História Natural desde a infância, quando se apaixonou por dissecações e desenhos de Leonardo Da Vinci. Já estudou taxidermia e fisiologia para criar animais fantásticos e híbridos que, à primeira vista, poderiam ser reais. Dessa forma, suas criações provocam uma reflexão sobre os limites entre o real e o imaginário, a arte e a ciência, trazendo novas perspectivas sobre o olhar dos primeiros viajantes da época colonial e pesquisadores da história natural brasileira, além de estudos minuciosos da anatomia de seres imaginários do folclore.

    A exposição é organizada pelo Instituto Ling com patrocínio da Crown Embalagens e realização do Ministério da Cultura / Governo Federal.

    Data: de 07 de agosto a 01 de novembro de 2018

    Local: Galeria do Instituto Ling

    Horário: de segunda a sexta das 10h30 às 22h e sábados das 10h30 às 20h

  9. A estranha xícara – exposição de Luiz Carlos Felizardo

    A estranha xícara – exposição de Luiz Carlos Felizardo

    De 20 de novembro de 2018 a 23 de março de 2019, Instituto Ling apresenta a exposição A Estranha Xícara, do artista e fotógrafo Luiz Carlos Felizardo. Por ocasião da abertura da exposição, na terça-feira, 20 de novembro, às 19h, o artista e a curadora Mônica Zielinsky farão uma conversa aberta com o públicoA entrada é franca, por ordem de chegada.

    A exposição traz 18 fotografias e montagens digitais, realizadas entre os anos de 2011 e 2017, que dão conta de uma transformação na carreira de Felizardo, em que o artista explora tecnologias digitais para compor imagens com novas técnicas e possibilidades criativas. A mostra é composta também por 35 objetos pessoais, como brinquedos que o artista ganhou e peças de seus antepassados.

    Felizardo começou a trabalhar nas montagens de A Estranha Xícara em 2011, em razão de uma ataxia que lhe impôs sérias dificuldades motoras. Assim, o ambiente em que vivera por 40 anos – o laboratório fotográfico tradicional – precisou ser deixado para trás e o artista buscou, a partir de então, explorar novos suportes e técnicas para seu trabalho. Para ele, a exposição é uma espécie de homenagem aos objetos de sua história pessoal: “Esses objetos conviveram comigo por muitos anos – alguns pela vida inteira, alguns bem mais velhos do que eu mesmo. De alguma forma, todos eles estiveram e estão presentes em tudo o que fiz e faço. Fotografá-los foi a maneira que encontrei de prestar-lhes uma homenagem, dando-lhes o uso que não têm quando estão limitados a espiar-nos”, escreve em seu texto. O título da mostra refere-se ao poema Cerâmica (1962), de Carlos Drummond de Andrade: Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara./ Sem uso, /  ela nos espia do aparador. Para o artista, o conjunto de imagens que resultou na exposição contém essa ideia.

    Para a curadora Mônica Zielinsky, Felizardo revela aptidão para retrabalhar as próprias imagens e fazer uma instigante reconfiguração dos sentidos dos objetos ou lugares do passado, realizando uma generosa transformação que aponta novas realidades, composições e reconstruções: “O artista traz à luz diversas sutilezas de sua inegável memória afetiva de todos os tempos e, simultaneamente, ressonâncias que tangenciam um sutil veio de reverberação cultural. Entre os ágeis fluxos do passado ao presente ou do presente ao passado, esses trabalhos se fundamentam em distintos regimes de historicidade ao permitirem, também, pensar o futuro”, afirma em seu texto curatorial.

    A exposição é organizada pelo Instituto Ling com patrocínio da Fitesa Nãotecidos SA e financiamento do Pró-cultura RS / LIC - Lei de Incentivo à Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

    Data: de 20 de novembro de 2018 a 23 de março de 2019

    Local: Galeria do Instituto Ling

    Horário: de segunda a sexta das 10h30 às 22h e sábados das 10h30 às 20h